Notas da Autora
Hey leitores, segundo capítulo na área! Mais uma vez peço perdão se houver algum erro. Sei que esse capítulo ficou grande, mas vale a pena ler. A fic ainda não está composta de drama e agitação por enquanto, mas a partir do próximo capítulo, prometo que começa a ficar mais legal.
*Tradução do título do capítulo: Ninguém disse que era fácil
*Recomendo ler ouvindo a música The Scientist do ColdPlay -http://m.vagalume.com.br/coldplay/the-scientist-traducao.html
Boa leitura! Espero que gostem!
*Tradução do título do capítulo: Ninguém disse que era fácil
*Recomendo ler ouvindo a música The Scientist do ColdPlay -http://m.vagalume.com.br/coldplay/the-scientist-traducao.html
Boa leitura! Espero que gostem!
Capítulo 2 - Nobody Said It Was Easy
Ninguem disse que era fácil. É uma pena nós nos separarmos. Ninguem disse que era fácil. Ninguem jamais disse que seria tão difícil assim. Me leve de volta para o começo! - Coldplay
- Luísa! – Gritou Alex, me trazendo de volta a realidade, de fato, aqiela mensagem havia me tirado do sério
- Já vou – Gritei enquanto colocava meu celular no bolso Permaneci chocada com a possibilidade daquilo não ser apenas uma brincadeira. É claro que poderia ser alguma garota com inveja, se é que alguém pode ter inveja da minha vida, ou algum garoto com brincadeiras de mal gosto, mas não havia motivo. Ainda sim, uma voz dentro de mim insistia em dizer que aquilo não era brincadeira e que eu deveria me preocupar.
- Lexie? – Chamei minha irmã
- Oi, algum problema?
- Não, nenhum, cadê o Alex?
- Ajudando com as caixas, o que houve?
- Nada, só se assegure que ele vai ficar por perto
- Lú, você deve se preocupar mais com você, o Alex já tem 18 anos e sabe cuidar de sí mesmo!
- Eu sei, só tive um pressentimento ruim
- Relaxa – ela disse e já foi saindo quando eu arrisquei perguntar
- Você já recebeu mensagens anônimas ?
- Não, qual o motivo desse assunto?
-Nada, eu só... estou curiosa
Eu não consegui convence-la, mas não disse mais nada, nos mudamos para o nosso apartamento, nunca imaginei que os nossos pais teriam uma casa como aquela, mas já que tinham e eles não estavam mais conosco e não havia como mudar isso, aquele apartamento era a nossa única lembrança deles. Assim que chegamos, já estava tarde, pegamos algumas das coisas que levamos e fomos arrumar. Quando terminamos estávamos cansados e então meu celular vibrou, o medo me dominou, e se fosse alguma daquelas mensagens anônimas, se fosse, eu estava decidida a denunciar, mas assim que abri, era uma ligação de um numero que eu não conhecia, mesmo assim atendi.
- Alô? – Perguntei
- Luísa? – Disse uma voz familiar, não me recordei, mas tinha certeza que conhecia
- Sou eu, quem fala?
- Miranda, lembra de mim? Ai meu Deus, Luísa – Ela gritou, impossível não reconhecer aquela voz
- Miranda? Ai meu Deus, é mentira, como conseguiu meu numero? Que saudade de você – Miranda era minha melhor amiga quando eu morava em São Paulo, depois do acidente nós nos separamos e perdemos o contato
- Lú! Que saudade minha amiga, eu não acredito que consegui falar com você! Eu liguei pra aquele numero da casa da sua avó, que você me deu antes de sair, e eles me deram esse numero.
- Miranda, cara, eu não acredito ainda que é você!
- Pois não vai acreditar no meu objetivo dessa ligação
- Objetivo? Está tudo bem?
- Está tudo perfeito! Tão perfeito que nós passamos para o mesmo curso na mesma faculdade – ela disse tão entusiasmada que se não fosse isso eu não teria acreditado
- Mentira? Medicina? Na UFRJ?
- Isso ai garota, vamos ser colegas, novamente.
Nós conversamos até de madrugada, foi como se eu nunca tivesse ficado longe dela, Miranda era como minha irmã, não que eu não gostasse da Lexie, muito pelo contrário, eu a amo, mas a Miranda é como minha gêmea, nada mudou. Ela viria para o Rio em 1 semana, as aulas começam dentro de 15 dias. Teríamos uma semana juntas.
Pela manhã, quando acordei, o Alex não estava lá, eu acordei a Lexie na mesma hora.
- Lexie, Lexie? Cadê o Alex? – Perguntei, ainda muito apreensiva
- An?... o Alex tá dormindo, não? – Ela disse ainda com os olhos fechados
- Não, Lexie, eu estou preocupada, vai que ele sentiu muito os nossos pais nessa casa e resolveu...? – Eu já estava muito nervosa, não consegui completar a frase. Lexie se sentou e disse:
- Luísa, pense bem, talvez ele foi apenas dar uma volta, ele merece ser livre, você é mais nova que ele e a age como uma mãe
No momento em que ela disse isso a porta da sala se abriu e o Alex entrou, eu corri na direção dele e o abracei
- Qual foi a do abraço? – Ele perguntou com um tom de ironia na voz
-Agora eu preciso de motivo pra abraçar o meu irmão? – Perguntei, meu coração estava disparado – Só não faça isso novamente
- Fazer o que?
- Sair sem avisar, não me dê esse susto de novo
- Ah, desculpa mas é que eu não dormi a noite, você sabe... o problema – ele disse ‘’Problema” para substituir o nome do problema, aquilo era um fardo para ele
- O estresse pós-traumático de novo?
- Foi, então eu sai pra conhecer o bairro, e tem uma padaria logo ali na esquina, trouxe coisas pra o café!
- Ah obrigada, se você precisar conversar, sabe que eu te entendo
- Sei sim, cadê a Lexie?
- Dormindo como sempre
- Só podia, Lexie sendo Lexie – então ele parou de conversar, foi uma longa pausa, mas se eu o conhecia bem, era dúvida sobre algo – Se eu te contar algo, você me ajuda?
- Claro Alex, tem alguma coisa que eu não te ajude seu bobo? – Soquei o braço dele de leve
- Eu recebi uma mensagem anônima me dizendo para ir na orla – ele disse meio duvidoso
- mensagem anônima? Nunca faça o que pedirem – eu praticamente gritei
- Você já recebeu?
- Não, não é isso, é que pode ser um assaltante ou alguém que te queira fazer mal – Eu não sei mentir bem, mas não soube distinguir se ele acreditou ou não – Não comente isso com a Lexie, ela tem muitos problemas, isso é relevante
Ele aceitou, mas não se deu por convencido, ainda me fez inúmeras perguntas. Depois que a Lexie acordou, ela saiu pra resolver algumas coisas, eu e o Alex fomos passear, passamos no McDonald’s e ficamos conversando por um bom tempo, até tocarmos no assunto dos nossos pais.
- Lú, é estranho pra você? Quer dizer, você teve o mesmo problema que eu, você se sentiu assim? Como se eles fossem voltar algum dia? – ele me perguntou
- Alex, eu ainda me sinto assim, eu os deixei morrer
- Nós os deixamos, nós perdemos.
- Mesmo quando nossas esperanças fogem da realidade, e nós finalmente temos que nos render à verdade, isso só significa que perdemos a batalha de hoje. Não a guerra de amanhã. E quando vencermos amanhã, eles estarão perto de nós.
- Você me inspira, é em você que eu me baseio quando estou em crise.
- Eu te amo Alex- Luísa! – Gritou Alex
- Já vou – Gritei
Ainda chocada com a possibilidade daquilo não ser apenas uma brincadeira. É claro que poderia ser alguma garota com inveja, se é que alguém pode ter inveja da minha vida, ou algum garoto com brincadeiras de mal gosto, mas não havia motivo, nunca fui inimiga de ninguém. Mas uma voz dentro de mim insistia em dizer que aquilo não era brincadeira e eu não deveria me preocupar.
- Lexie? – Chamei minha irmã
- Oi, algum problema?
- Não, nenhum, cadê o Alex?
- Ajudando com as caixas, o que houve?
- Nada, só se assegure que ele vai ficar por perto
- Lú, você deve se preocupar mais com você, o Alex já tem 18 anos e sabe cuidar de sí mesmo!
- Eu sei, só tive um pressentimento ruim
- Relaxa irmã – ela disse e já foi saindo quando eu arrisquei perguntar
- Você já recebeu mensagens anônimas ?
- Não, qual o motivo desse assunto?
-Nada, eu só... estou curiosa
Eu não consegui convence-la, mas não disse mais nada, nos mudamos para o nosso apartamento, nunca imaginei que os nossos pais teriam uma casa como aquela, mas já que tinham e eles não estavam mais conosco e não havia como mudar isso, aquele apartamento era a nossa única lembrança deles. Assim que chegamos, já estava tarde, pegamos algumas das coisas que levamos e fomos arrumar. Quando terminamos estávamos cansados e então meu celular vibrou, o medo me dominou, e se fosse alguma daquelas mensagens anônimas, se fosse, eu estava decidida a denunciar, mas assim que abri, era uma ligação de um numero que eu não conhecia, mesmo assim atendi.
- Alô? – Perguntei
- Luísa? – Disse uma voz familiar, não me recordei, mas tinha certeza que conhecia
- Sou eu, quem fala?
- Miranda, lembra de mim? Ai meu Deus, Luísa –
- Miranda? Ai meu Deus, é mentira, como conseguiu meu numero? Que saudade de você – Miranda era minha melhor amiga quando eu morava em São Paulo, depois do acidente nós nos separamos e perdemos o contato
- Lú! Que saudade minha amiga, eu não acredito que consegui falar com você! Eu liguei pra aquele numero da casa da sua avó, que você me deu antes de sair, e eles me deram esse numero.
- Miranda, cara, eu não acredito ainda que é você!
- Pois não vai acreditar no meu objetivo dessa ligação
- Objetivo? Está tudo bem?
- Está tudo perfeito! Tão perfeito que nós passamos para o mesmo curso na mesma faculdade – ela disse tão entusiasmada que se não fosse isso eu não teria acreditado
- Mentira? Medicina? Na UFRJ?
- Isso ai garota, vamos ser colegas, novamente.
Nós conversamos até de madrugada, foi como se eu nunca tivesse ficado longe dela, Miranda era como minha irmã, não que eu não gostasse da Lexie, muito pelo contrário, eu a amo, mas a Miranda é como minha gêmea, nada mudou. Ela viria para o Rio em 1 semana, as aulas começam dentro de 15 dias. Teríamos uma semana juntas.
Pela manhã, quando acordei, o Alex não estava lá, eu acordei a Lexie na mesma hora.
- Lexie, Lexie? Cadê o Alex? – Perguntei, ainda muito apreensiva
- An... o Alex tá dormindo, não? – Ela disse ainda com os olhos fechados
- Não, Lexie, eu estou preocupada, vai que ele sentiu muito os nossos pais nessa casa e resolveu...? – Eu já estava muito nervosa, não consegui completar a frase. Lexie se sentou e disse:
- Luísa, pense bem, talvez ele foi apenas dar uma volta, ele merece ser livre, você é mais nova que ele e a age como uma mãe
No momento em que ela disse isso a porta da sala se abriu e o Alex entrou, eu corri na direção dele e o abracei
- Qual foi a do abraço? – Ele perguntou com um tom de ironia na voz
-Agora eu preciso de motivo pra abraçar o meu irmão? – Perguntei, meu coração estava disparado – Só não faça isso novamente
- Fazer o que?
- Sair sem avisar, não me dê esse susto de novo
- Ah, desculpa mas é que eu não dormi a noite, você sabe... o problema – ele disse ‘’Problema” para substituir o nome do problema, aquilo era um fardo para ele
- O estresse pós-traumático de novo?
- Foi, então eu sai pra conhecer o bairro, e tem uma padaria logo ali na esquina, trouxe coisas pra o café!
- Ah obrigada, se você precisar conversar, sabe que eu te entendo
- Sei sim irmã, cadê a Lexie?
- Dormindo como sempre
- Só podia, Lexie sendo Lexie – então ele parou de conversar, foi uma longa pausa, mas se eu o conhecia bem, era dúvida sobre algo – Se eu te contar algo, você me ajuda?
- Claro Alex, tem alguma coisa que eu não te ajude seu bobo? – Soquei o braço dele de leve
- Eu recebi uma mensagem anônima me dizendo para ir na orla – ele disse meio duvidoso
- mensagem anônima? Nunca faça o que pedirem – eu praticamente gritei
- Você já recebeu?
- Não, não é isso, é que pode ser um assaltante ou alguém que te queira fazer mal – Eu não sei mentir bem, mas não soube distinguir se ele acreditou ou não – Não comente isso com a Lexie, ela tem muitos problemas, isso é relevante
Ele aceitou, mas não se deu por convencido, ainda me fez inúmeras perguntas. Depois que a Lexie acordou, ela saiu pra resolver algumas coisas, eu e o Alex fomos passear, passamos no McDonald’s e ficamos conversando por um bom tempo, até tocarmos no assunto dos nossos pais.
- Lú, é estranho pra você? Quer dizer, você teve o mesmo problema que eu, você se sentiu assim? Como se eles fossem voltar algum dia? – ele me perguntou
- Alex, eu ainda me sinto assim, eu os deixei morrer
- Nós os deixamos, nós perdemos.
- Mesmo quando nossas esperanças fogem da realidade, e nós finalmente temos que nos render à verdade, isso só significa que perdemos a batalha de hoje. Não a guerra de amanhã. E quando vencermos amanhã, eles estarão perto de nós.
- Você me inspira, é em você que eu me baseio quando estou em crise.
- Eu te amo Alex
- Oi, algum problema?
- Não, nenhum, cadê o Alex?
- Ajudando com as caixas, o que houve?
- Nada, só se assegure que ele vai ficar por perto
- Lú, você deve se preocupar mais com você, o Alex já tem 18 anos e sabe cuidar de sí mesmo!
- Eu sei, só tive um pressentimento ruim
- Relaxa – ela disse e já foi saindo quando eu arrisquei perguntar
- Você já recebeu mensagens anônimas ?
- Não, qual o motivo desse assunto?
-Nada, eu só... estou curiosa
Eu não consegui convence-la, mas não disse mais nada, nos mudamos para o nosso apartamento, nunca imaginei que os nossos pais teriam uma casa como aquela, mas já que tinham e eles não estavam mais conosco e não havia como mudar isso, aquele apartamento era a nossa única lembrança deles. Assim que chegamos, já estava tarde, pegamos algumas das coisas que levamos e fomos arrumar. Quando terminamos estávamos cansados e então meu celular vibrou, o medo me dominou, e se fosse alguma daquelas mensagens anônimas, se fosse, eu estava decidida a denunciar, mas assim que abri, era uma ligação de um numero que eu não conhecia, mesmo assim atendi.
- Alô? – Perguntei
- Luísa? – Disse uma voz familiar, não me recordei, mas tinha certeza que conhecia
- Sou eu, quem fala?
- Miranda, lembra de mim? Ai meu Deus, Luísa – Ela gritou, impossível não reconhecer aquela voz
- Miranda? Ai meu Deus, é mentira, como conseguiu meu numero? Que saudade de você – Miranda era minha melhor amiga quando eu morava em São Paulo, depois do acidente nós nos separamos e perdemos o contato
- Lú! Que saudade minha amiga, eu não acredito que consegui falar com você! Eu liguei pra aquele numero da casa da sua avó, que você me deu antes de sair, e eles me deram esse numero.
- Miranda, cara, eu não acredito ainda que é você!
- Pois não vai acreditar no meu objetivo dessa ligação
- Objetivo? Está tudo bem?
- Está tudo perfeito! Tão perfeito que nós passamos para o mesmo curso na mesma faculdade – ela disse tão entusiasmada que se não fosse isso eu não teria acreditado
- Mentira? Medicina? Na UFRJ?
- Isso ai garota, vamos ser colegas, novamente.
Nós conversamos até de madrugada, foi como se eu nunca tivesse ficado longe dela, Miranda era como minha irmã, não que eu não gostasse da Lexie, muito pelo contrário, eu a amo, mas a Miranda é como minha gêmea, nada mudou. Ela viria para o Rio em 1 semana, as aulas começam dentro de 15 dias. Teríamos uma semana juntas.
Pela manhã, quando acordei, o Alex não estava lá, eu acordei a Lexie na mesma hora.
- Lexie, Lexie? Cadê o Alex? – Perguntei, ainda muito apreensiva
- An?... o Alex tá dormindo, não? – Ela disse ainda com os olhos fechados
- Não, Lexie, eu estou preocupada, vai que ele sentiu muito os nossos pais nessa casa e resolveu...? – Eu já estava muito nervosa, não consegui completar a frase. Lexie se sentou e disse:
- Luísa, pense bem, talvez ele foi apenas dar uma volta, ele merece ser livre, você é mais nova que ele e a age como uma mãe
No momento em que ela disse isso a porta da sala se abriu e o Alex entrou, eu corri na direção dele e o abracei
- Qual foi a do abraço? – Ele perguntou com um tom de ironia na voz
-Agora eu preciso de motivo pra abraçar o meu irmão? – Perguntei, meu coração estava disparado – Só não faça isso novamente
- Fazer o que?
- Sair sem avisar, não me dê esse susto de novo
- Ah, desculpa mas é que eu não dormi a noite, você sabe... o problema – ele disse ‘’Problema” para substituir o nome do problema, aquilo era um fardo para ele
- O estresse pós-traumático de novo?
- Foi, então eu sai pra conhecer o bairro, e tem uma padaria logo ali na esquina, trouxe coisas pra o café!
- Ah obrigada, se você precisar conversar, sabe que eu te entendo
- Sei sim, cadê a Lexie?
- Dormindo como sempre
- Só podia, Lexie sendo Lexie – então ele parou de conversar, foi uma longa pausa, mas se eu o conhecia bem, era dúvida sobre algo – Se eu te contar algo, você me ajuda?
- Claro Alex, tem alguma coisa que eu não te ajude seu bobo? – Soquei o braço dele de leve
- Eu recebi uma mensagem anônima me dizendo para ir na orla – ele disse meio duvidoso
- mensagem anônima? Nunca faça o que pedirem – eu praticamente gritei
- Você já recebeu?
- Não, não é isso, é que pode ser um assaltante ou alguém que te queira fazer mal – Eu não sei mentir bem, mas não soube distinguir se ele acreditou ou não – Não comente isso com a Lexie, ela tem muitos problemas, isso é relevante
Ele aceitou, mas não se deu por convencido, ainda me fez inúmeras perguntas. Depois que a Lexie acordou, ela saiu pra resolver algumas coisas, eu e o Alex fomos passear, passamos no McDonald’s e ficamos conversando por um bom tempo, até tocarmos no assunto dos nossos pais.
- Lú, é estranho pra você? Quer dizer, você teve o mesmo problema que eu, você se sentiu assim? Como se eles fossem voltar algum dia? – ele me perguntou
- Alex, eu ainda me sinto assim, eu os deixei morrer
- Nós os deixamos, nós perdemos.
- Mesmo quando nossas esperanças fogem da realidade, e nós finalmente temos que nos render à verdade, isso só significa que perdemos a batalha de hoje. Não a guerra de amanhã. E quando vencermos amanhã, eles estarão perto de nós.
- Você me inspira, é em você que eu me baseio quando estou em crise.
- Eu te amo Alex- Luísa! – Gritou Alex
- Já vou – Gritei
Ainda chocada com a possibilidade daquilo não ser apenas uma brincadeira. É claro que poderia ser alguma garota com inveja, se é que alguém pode ter inveja da minha vida, ou algum garoto com brincadeiras de mal gosto, mas não havia motivo, nunca fui inimiga de ninguém. Mas uma voz dentro de mim insistia em dizer que aquilo não era brincadeira e eu não deveria me preocupar.
- Lexie? – Chamei minha irmã
- Oi, algum problema?
- Não, nenhum, cadê o Alex?
- Ajudando com as caixas, o que houve?
- Nada, só se assegure que ele vai ficar por perto
- Lú, você deve se preocupar mais com você, o Alex já tem 18 anos e sabe cuidar de sí mesmo!
- Eu sei, só tive um pressentimento ruim
- Relaxa irmã – ela disse e já foi saindo quando eu arrisquei perguntar
- Você já recebeu mensagens anônimas ?
- Não, qual o motivo desse assunto?
-Nada, eu só... estou curiosa
Eu não consegui convence-la, mas não disse mais nada, nos mudamos para o nosso apartamento, nunca imaginei que os nossos pais teriam uma casa como aquela, mas já que tinham e eles não estavam mais conosco e não havia como mudar isso, aquele apartamento era a nossa única lembrança deles. Assim que chegamos, já estava tarde, pegamos algumas das coisas que levamos e fomos arrumar. Quando terminamos estávamos cansados e então meu celular vibrou, o medo me dominou, e se fosse alguma daquelas mensagens anônimas, se fosse, eu estava decidida a denunciar, mas assim que abri, era uma ligação de um numero que eu não conhecia, mesmo assim atendi.
- Alô? – Perguntei
- Luísa? – Disse uma voz familiar, não me recordei, mas tinha certeza que conhecia
- Sou eu, quem fala?
- Miranda, lembra de mim? Ai meu Deus, Luísa –
- Miranda? Ai meu Deus, é mentira, como conseguiu meu numero? Que saudade de você – Miranda era minha melhor amiga quando eu morava em São Paulo, depois do acidente nós nos separamos e perdemos o contato
- Lú! Que saudade minha amiga, eu não acredito que consegui falar com você! Eu liguei pra aquele numero da casa da sua avó, que você me deu antes de sair, e eles me deram esse numero.
- Miranda, cara, eu não acredito ainda que é você!
- Pois não vai acreditar no meu objetivo dessa ligação
- Objetivo? Está tudo bem?
- Está tudo perfeito! Tão perfeito que nós passamos para o mesmo curso na mesma faculdade – ela disse tão entusiasmada que se não fosse isso eu não teria acreditado
- Mentira? Medicina? Na UFRJ?
- Isso ai garota, vamos ser colegas, novamente.
Nós conversamos até de madrugada, foi como se eu nunca tivesse ficado longe dela, Miranda era como minha irmã, não que eu não gostasse da Lexie, muito pelo contrário, eu a amo, mas a Miranda é como minha gêmea, nada mudou. Ela viria para o Rio em 1 semana, as aulas começam dentro de 15 dias. Teríamos uma semana juntas.
Pela manhã, quando acordei, o Alex não estava lá, eu acordei a Lexie na mesma hora.
- Lexie, Lexie? Cadê o Alex? – Perguntei, ainda muito apreensiva
- An... o Alex tá dormindo, não? – Ela disse ainda com os olhos fechados
- Não, Lexie, eu estou preocupada, vai que ele sentiu muito os nossos pais nessa casa e resolveu...? – Eu já estava muito nervosa, não consegui completar a frase. Lexie se sentou e disse:
- Luísa, pense bem, talvez ele foi apenas dar uma volta, ele merece ser livre, você é mais nova que ele e a age como uma mãe
No momento em que ela disse isso a porta da sala se abriu e o Alex entrou, eu corri na direção dele e o abracei
- Qual foi a do abraço? – Ele perguntou com um tom de ironia na voz
-Agora eu preciso de motivo pra abraçar o meu irmão? – Perguntei, meu coração estava disparado – Só não faça isso novamente
- Fazer o que?
- Sair sem avisar, não me dê esse susto de novo
- Ah, desculpa mas é que eu não dormi a noite, você sabe... o problema – ele disse ‘’Problema” para substituir o nome do problema, aquilo era um fardo para ele
- O estresse pós-traumático de novo?
- Foi, então eu sai pra conhecer o bairro, e tem uma padaria logo ali na esquina, trouxe coisas pra o café!
- Ah obrigada, se você precisar conversar, sabe que eu te entendo
- Sei sim irmã, cadê a Lexie?
- Dormindo como sempre
- Só podia, Lexie sendo Lexie – então ele parou de conversar, foi uma longa pausa, mas se eu o conhecia bem, era dúvida sobre algo – Se eu te contar algo, você me ajuda?
- Claro Alex, tem alguma coisa que eu não te ajude seu bobo? – Soquei o braço dele de leve
- Eu recebi uma mensagem anônima me dizendo para ir na orla – ele disse meio duvidoso
- mensagem anônima? Nunca faça o que pedirem – eu praticamente gritei
- Você já recebeu?
- Não, não é isso, é que pode ser um assaltante ou alguém que te queira fazer mal – Eu não sei mentir bem, mas não soube distinguir se ele acreditou ou não – Não comente isso com a Lexie, ela tem muitos problemas, isso é relevante
Ele aceitou, mas não se deu por convencido, ainda me fez inúmeras perguntas. Depois que a Lexie acordou, ela saiu pra resolver algumas coisas, eu e o Alex fomos passear, passamos no McDonald’s e ficamos conversando por um bom tempo, até tocarmos no assunto dos nossos pais.
- Lú, é estranho pra você? Quer dizer, você teve o mesmo problema que eu, você se sentiu assim? Como se eles fossem voltar algum dia? – ele me perguntou
- Alex, eu ainda me sinto assim, eu os deixei morrer
- Nós os deixamos, nós perdemos.
- Mesmo quando nossas esperanças fogem da realidade, e nós finalmente temos que nos render à verdade, isso só significa que perdemos a batalha de hoje. Não a guerra de amanhã. E quando vencermos amanhã, eles estarão perto de nós.
- Você me inspira, é em você que eu me baseio quando estou em crise.
- Eu te amo Alex
Notas Finais
Espero que gostem, s2 s2, o que vocês acharam?
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