24 de fev. de 2015

Resenha do livro: Para Sempre



Oi pessoas :) Como não faço uma resenha há muito tempo, deu uma vontade de fazer. Enfim, não é por que gostei demais ou de menos desse livro, só achei que já era hora de voltar a escrever.
Vamos começar falando da nossa autora, Alyson Noel. Eu li um livro dela e gostei muito, e me interessei por ler esse. Alguns fatores como a minha professora de literatura influenciaram para que eu lesse esse livro. Não que ela tenha pedido nem nada, foi tipo uma troca de livros com o colega, você emprestava um e recebia outro. Como eu sou muuuuuuuuuuuuuuuito ciumenta em relação aos meus queridos livros (a única pessoa para quem emprestei livros foi a minha prima), eu já estava com medo de ter que emprestar qualquer um dos meus amores pra qualquer pessoa que não tivesse cuidado. Eu e minha amiga, Lívia, montamos um esquema, ela me empresta o dela e eu lhe empresto o meu (se não fosse esse incidente, eu nunca tomaria a iniciativa de pedir emprestado). Trato feito.
Essa série de livros é totalmente dividida entre as críticas, muitos amam, muitos odeiam. Não posso dizer que amei, porque realmente, eu não amei, mas também não posso dizer que odiei, porque eu realmente não odiei. Então, o que eu achei do livro? Ele é realmente bom, o caso é que achei um pouco "igual", nada que eu nunca tenha lido antes. O chamado clichê em várias partes do livro. Independente de tudo isso, eu recomendo a leitura.


As cores da aura e seus significados


Começando pelo clichê de sempre, morte dos pais (o que eu não posso reclamar porque também escrevo sobre isso), o livro começa a contar a vida de Ever Bloom após a morte da sua família. Nesse primeiro livro da saga "os imortais" é muito parecido com vários livros que já li, e admito que isso me fez perder um pouquinho do encanto pelo livro. Se parece muito com um dos meus livros favoritos, Fallen (que foi o que eu troquei com minha amiga), em ambos os livros o garoto é imortal e a garota já viveu em outras vidas com ele e sempre volta.
Ever se tornou uma espécie de médium que consegue ler pensamentos, ver as auras das pessoas e falar com a irmã morta. Ela não consegue controlar seus poderes e se esconde atrás de óculos escuros, moletons e fones de ouvido. Até que ela conhece Damen, o mocinho. Isso me fez começar a achar o livro chato, sempre a mesma coisa, a garota sem personalidade e problemática que não é nenhum destaque no colégio se sente atraída pelo aluno novo (por qual todas as garotas ficaram caidinhas) e já é de se adivinhar que ele fique com ela. Clichê, Clichê e mais clichê. O livro seria melhor sem isso.
Devo dizer que me apaixonei por Damen, assim como me apaixono por todos os garotos misteriosos de todos os livros. Eu sinceramente achei coincidência demais o nome ser muito parecido com o protagonista de The Vampire Diaries, Damon.
"O olhar que faz a gente derreter, o toque que faz a gente formigar, a voz que silencia o mundo"(Pag. 41)
A união de Ever e Damem causou raiva desde o começo, raiva entre as pessoas da escola, pelo simples fato da esquisitona estar namorando o cara mais desejado e raiva fora da escola, o que cria várias cenas de muita emoção.
"Se a voz já era aquela maravilha, capaz de me cercar de silencio, e o toque aquele espetaculo, capaz de eletrizar minha pele, o beijo...bem, o beijo é uma experiência Sobrenatural. Quando Damen se afasta e fica me olhando, fecho os olhos novamente e puxo o garoto de volta pelas lapelas da casaca."

Em todo o livro eu só pude perceber que o foco desse livro é o publico teen. Muitas meninas se identificam com a Ever e acabam amando. Acho que o contexto é apenas virado para adolescentes, pude perceber pela minha experiência com muitos livros mais "maduros". Acho que a Alyson deveria tentar construir um enredo mais abrangente que não focasse somente no adolescente.
Ever só descobre o segredo de Damen lá pro final do livro e fica aquele clima meio "Crepúsculo". Depois de constatar que Damen raramente comia, nunca adoecia, vivia bebendo um líquido vermeho, usava expressões de outro século, sendo estranhamente perfeito em tudo que fazia, ter rodado o mundo em tão pouco tempo... enfim, não vou listar todos os motivos, é uma longa lista. Então ela descobre que ele é imortal.
Achei o romance entre eles um pouco forçado, sei lá, eles deveriam se conhecer melhor, ela não sabia nem o telefone dele. E para investigar a vida dele, contou com a ajuda de sua irmã morta. Riley descobriu onde ele morava e tudo começou a se desencadear a partir dai. Mas o fato é que ela sequer conhecia o garoto e saiu com ele. Muuito estranho.
Depois de estarem namorando, e assim que ela descobre que ele é um imortal, ela exige distância e ele se afasta dela por um tempo (claro, clichê novamente).




Mas como tooooooooodos os clichês, o final do livro sempre termina bem, o mocinho e a mocinha juntos. Ever descobre o significado da tulipa vermelha que Damen sempre materializava para ela (essa parte foi uma das melhores no livro todo).


Finalizando com um "EU TE AMO" para completar a nossa cota de clichês. Apesar que eu achei muito lindo essa parte do - Sempre amei. E sempre vou amar.

 Eu gostei bastante do livro, e indico pra quem gostar, mas é bom saber que tem muuuuito clichê e algumas partes bem chatas. Apesar de ter deixado muita parte do livro de fora, espero que dê pra entender. Saibam que eu gostei muito do livro, talvez esteja parecendo que não, mas é que sou muito crítica em relação a livros. Espero que tenham gostado. Até a próxima XD
             “O perdão cura. Sobretudo quando perdoamos a nós mesmos.”


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