Capítulo 25
- Derek? – eu só
podia estar no meio de um pesadelo, o Derek? Na minha casa? Enquanto eu estava
enrolada numa toalha encima da minha cama? Logo depois de ter dito que queria
me surpreender? Impossível
- Ah... eu não sabia
– ele me olhou da cabeça aos pés, sem ao menos desfaçar
- Seu... seu..., o
que está fazendo aqui? Como entrou? – eu ainda não acreditava que o Derek
estava no meu quarto
- Eu encontrei com a
sua irmã e ela me pediu pra ver se você estava em casa, então a porta estava
aberta e eu entrei – minha cabeça estava tão fora do ar que eu tinha esquecido
a porta aberta. Poderia ter sido qualquer um, mas foi o Derek. O que eu estou
dizendo? O Derek é igual a qualquer um
- Desde quando
conhece a Lexie? Ela pediu pra você vir? O que ela estava fazendo? – mil
perguntas surgiram na minha cabeça. Confusa é uma palavra leve em relação a
como eu estava me sentindo
- Eu não te devo
satisfação – ele se aproximou mais
- É claro que deve,
você está pensando o que? Que na minha casa entra quem quer? – eu estava muito
nervosa que acabei esquecendo que estava de toalha
- Eu te dou
explicações se eu quiser, o que você vai fazer se eu não disser? – ele me
olhava permanentemente, foi então que eu explodi
- O que eu te fiz pra
você ser tão ignorante? Isso é... repugnante – ele não se moveu – e pare de
olha pra a minha toalha, sai daqui que eu vou me trocar
- Eu não estava
olhando para a sua toalha, estava olhando pra o seu corpo, e eu não vou sair
daqui – eu fiquei com a respiração presa
- O que? – de duas
uma, ele surtou ou eu surtei
- O que você ouviu,
eu não vou sair, e tenho certeza que você não vai conseguir me tirar daqui
- Você quer me ver
trocando de roupa? Seu psicopata, tá pensando o que? Que sou qualquer vadia que
você sai?
- Eu já disse que
não saio daqui, vai ser divertido
- Você é louco – eu
senti que estava vermelha, então corri para o banheiro.
Eu vesti as minhas
roupas íntimas que já estavam lá que eu tinha separado. Me sentei no chão e
comecei a chorar. Não foi pelo momento anterior. Mas por tudo. Eu estava
voltando a ser como antes, a garota solitária, de uma amiga só, da qual o irmão
acha uma idiota e a irmã não tem tempo. Percebi que já tinha ficado muito tempo
ali, e que a festa já teria começado a muito tempo. O Derek deve ter ido
embora. Então eu resolvi sair, do jeito que eu estava.
- Uau – o Derek
estava deitado na minha cama
- Sai da minha cama
agora seu idiota
- Uau
- Cala a boca e sai
dai
- Não, o que vai
fazer?
- Eu vou te tirar
daí a todo custo
- Então venha –
peguei um perfume encima da minha cabeceira e joguei no olho dele – Golpe baixo
– ele gritou
Então ele me pegou
pela cintura, e me levantou no ar.
- Me larga – gritei,
e então me lembrei a forma que eu estava vestida
- Você tem um corpo
muito bonito
- Me larga – me
balancei até me soltar e peguei uma toalha e me enrolei
- Não adianta, eu já
te vi princesa
- Marombado, sai
daqui
- Marombado? Não
gostei do apelido
- Era esse o
objetivo
Ele saiu, eu me
senti muito envergonhada, nenhum garoto tinha me visto daquele jeito, somente
de biquíni. E ninguém havia me pegado daquele jeito. Mais motivos para a minha
grande lista de “motivos para odiar o Derek”. Eu não iria a festa, mas depois
disso eu tinha que ir, ficar aqui seria a pior coisa nesse momento. Ficar sozinha
ia me deixar depressiva, ia me fazer pensar em -A, pensar no Matthew.
Abri meu guarda
roupa para escolher algo. Não sei como me vestir, da outra vez a Lexie estava
aqui, me ajudando, mas hoje ela estava com o traste do Natan. Foi difícil, mas
eu consegui. Me vesti, passei uma maquiagem preta para tentar esconder que os
meus olhos estavam inchados por causa do choro. A roupa preta deu um toque
punk, mas eu não me importo, não quero chamar atenção.
Desci para a porta do prédio para pegar um táxi, mas o Derek estava lá. Ótimo. Maravilha. No carro dele eu não entro
- Princesa, entra no
carro – ele disse
- Não
- Como você quer
chegar a festa sem saber o endereço?
- Eu iria ligar pra
alguém – menti, eu não tinha pensado nisso
- Entra – ele abriu
a porta da frente para que eu pudesse entrar.
- Não, além de
idiota você é surdo? Eu não vou entrar num carro com você
- Não esquenta, o
seu namoradinho rico não vai saber
- Não fale assim do
Matthew
- Entra logo ou eu
desisto – eu pensei novamente. Eu decidi não ir para a festa. Não. Talvez se eu
for, posso esquecer por um segundo todos os meus problemas.
Eu entrei no carro
dele, mas não pela porta da frente, a qual ele tinha aberto para eu entrar. Eu
me sentei no banco dos fundos. Seguimos sem dizer uma palavra. Eu não estava me
sentindo bem, mas resolvi não falar nada, afinal, era o Derek. Assim que
chegamos, avistei uma Republica no estilo da outra festa, só que essa era
maior, bem maior.
Logo, avistei a Miranda e fui em direção a ela.
- Nossa, virou punk?
– ela fez a pergunta apenas para puxar papo
- Eu não estou bem
- O que você tem? –
senti preocupação na voz dela
- Eu estou com dor
de cabeça, tontura, enjoada, eu quero mesmo é ficar sossegada
- Então você veio
pra que, se já estava se sentindo mal?
- Eu comecei a ficar
assim no carro do Derek
- Que horas você
estava no carro do Derek?
- Eu vim com ele,
por que?
- Nossa, é verdade?
- O que?
- Que você e o Derek
passaram o dia juntos
- Não, quem disse
isso? Não entendo o motivo desses boatos, sempre sou eu e o Derek
- É o boato da festa
– então chega uma garota ruiva com uma roupa extremamente extravagante
- Quem trouxe a
princesinha rockeira ai? – a ruiva falou. Eu fingi não ouvir, assim não
precisaria elaborar uma resposta e sair como a ignorante da história.
- Eu preciso tomar
um ar, eu não estou bem – saí da sala em que estávamos
- Quer que eu vá? –
eu acenei que não. Seria mais fácil ter ficado em casa, olhando para o teto
Comecei a andar e
procurar um banheiro, eu estava muito enjoada e tonta, senti que poderia cair a
qualquer momento. Tentei abrir qualquer porta, afinal, lá não tinha a menor
indicação de onde seria. Então eu abri a porta de um quarto, sem querer.
- Oh, me desculpe,
eu não... – mas eu não consegui continuar falando, o Derek estava aos beijos
com a ruiva. O Derek se sentou com ela no colo
- Você de novo? – a
garota me olhou com um olhar que queria me empurrar escada a baixo
- Desculpe, eu
estava procurando um banheiro – eu finalmente consegui falar
- Aqui não é
banheiro você percebeu? – o Derek falou. Eu bati a porta e continuei tentando,
achei, e me tranquei lá dentro.
Eu me senti muito
tonta e então sentei no chão, minha cabeça latejava muito, minhas vistas
estavam embaçadas. Eu me aproximei do vaso e comecei a vomitar. O meu mundo
estava rodando, eu comecei a chorar. Fiquei sentada chorando por mais tempo.
Então eu ouvi batidas na porta.
- Desculpe... – eu
disse enquanto abria a porta, mas então eu vi o Derek
- Você está bem? –
ele perguntou e eu pensei ter sentido um tom de preocupação
- Estou, eu só... –
mas eu não consegui continuar a frase. Corri para o vaso para vomitar
novamente. E foi ai que eu senti, ele segurou o meu cabelo e me abraçou. Eu
esperava isso de qualquer pessoa, menos do Derek. Eu estava muito mal, mas não
conseguia admitir.
- Você bebeu? – ele
perguntou
- Não, eu estou
assim desde mais cedo – me virei novamente para o vaso e ele não me soltou.
De repente eu
percebi o mundo girar, então eu desmaiei, mas senti que estava nos braços do
Derek.
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